quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Yiannis Kouros a Lenda das Ultramaratonas

Olá Pessoal !
Ele é conhecido como o "Deus Corredor", "Grego de Ouro", "Sucessor de Pheidippides", "World Record Breaker", "Imparável", e como o "Mestre da Dor". Ele está invicto em todo o mundo na ultramaratonas além de 100 milhas. Ele detém todos os recordes de 100 quilômetros durante provas de 1.000 milhas, e de todas as provas na distância de 200 km até 1.600 km, e de 1 dia a 10 dias. Muitos de seus fãs têm poemas dedicados a ele e centenas de histórias lendárias que contam sobre suas realizações. Ultramaratona não é um evento olímpico e ainda não recebe o suficiente reconhecimento das autoridades do atletismo e dos jornalistas para ser o ápice esportivo que é, mas Yiannis Kouros perdoa essas pessoas dizendo, "Eles não sabem sobre a grandeza do nosso esporte". (Colac, Vic. Austrália, 2 de dezembro de 1984)

kouros giannis o thrilos


Yiannis Kouros nasceu em Trípoli, em 1956, e vem de uma família que sofreu muito durante a guerra civil. Atualmente, ele é considerado o melhor ultramaratonista de todos os tempos. Sua grande carreira começou em 1983 na inauguração da Spartathlon uma ultramaratona de 246 kilometros (152.85 miles) que começa em Atenas e termina em Esparta, quando o desconhecido de vinte e seis anos de idade Yiannis Kouros atingiu a linha de chegada em primeiro lugar, cinco horas mais cedo do que os especialistas tinham estimado e três horas antes do segundo atleta. Por mais de duas décadas, Yiannis Kouros tem escrito seu nome no livro de recordes.

Yiannis Kouros, com dezenas de recordes mundiais explica o impacto de sua identidade nacional, a história e a herança dos antepassados nas suas fenomenais conquistas esportivas.

"Eu carrego uma herança grande quando eu corro. Sinto que os heróis da guerra da independência grega de 1821 e da Grécia antiga estão comigo. Estão me inspirando, me incentivando. Essa é outra coisa que a maioria dos corredores provavelmente não tem. Se eu não fosse grego, eu não teria conseguido todas essas coisas em minha carreira.
Meus recordes podem ser contabilizadas para uma grande extensão para a Grécia e sua história. Eu me sinto como nossos ancestrais, nossos heróis estão vivendo comigo, dentro de mim.

O pavilhão grego é um estímulo edificante para mim.
Quando estou à beira de um recorde, se eu pegar a bandeira, eu posso correr um quilômetro em 4 minutos em vez de 5 ou 6. Tremulo a bandeira, canto canções épicas e vôo ... "

Γιάννης Κούρος & Ελληνική Ιστορία

(Yannis Kouros e a História Grega)


A casa de Yannis Kouros, em Trípoli, na Grécia, fica ao lado de um cemitério. Yannis explica a importância da memória da morte para a viver o dia-a-dia:
"Todo mundo estava me culpando por construir esta casa aqui. Disseram-me que a visão das sepulturas é demasiado pessimista".
Na minha opinião, diante dos túmulos é inspirador, pois ela mantém você 'fundamentado'. Quando você olha para isso todos os dias você percebe que hoje vai ter que fazer algo importante, porque isso (o cemitério) é onde todos nós vamos acabar. Esse pensamento me mantém focado na minha missão neste mundo.

Desde o excelente documentário "em movimento".

Yannis Kouros on the memory of death

http://www.youtube.com/watch?v=Sk7n6C2wZ8c



Referências

Site oficial de Yannes Kouros.

Ver também

Valmir Nunes o Legendário Ultramaratonista do Brasil
Maratonista de 70 anos conseguiu correr maratona abaixo de 3 horas treinando em torno do cemitério
Marcos Viana Pinguim o Corredor do Cemitério

Ligações externas

Recordes de Yannes Kouros (em inglês)
Artigo detalhado sobre o Spartathlon (em inglês)
Site oficial do Spartathlon (em inglês e grego)

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Dean Karnazes vai correr 24 horas pelas ruas de São Paulo

Olá Pessoal !

Nos dias 12 e 13 de setembro a loja THE NORTH FACE em Sampa, vai trazer o Ultramaratonsita Dean Karnazes para correr 24 horas pelas ruas de São Paulo, será num sábado e domingo e a loja está convocando os corredores para correr junto com o Dean, o cadastro é feito no site abaixo e é de graça, eu fiz minha inscrição e devo ir para correr e fotografar ele e os outros participantes pelo percurso.

Eu entrei no site que já contem o mapa do percurso e a frase:
Você pode participar escolhendo a sua corrida: distância, local e horário. Cadastre-se
Acho que eles vão passar o regulamento só para os que foram cadastrados para não criar tumulto.

Clique no mapa abaixo para ampliar:
Agora o mais interessante de tudo mesmo é a causa que ele defende, muito parecida com a minha, que é o combate contra o desaparecimento dos espaços públicos e gratuitos para atividade esportiva, em detrimento ao vertiginoso aumento de grandes condomínios fechados verticalizados ou não, as pessoas estão perdendo o contado com a natureza, com o vento, com o sol, e estão cada vez mais tempo "enjaulados" entre quatro paredes, seja sedentários ou não, e isso eu também sempre combati e vou continuar combatendo, sou a favor do tradicional treino ao ar livre, seja nas ruas das pequenas e grandes cidades, nos pequenos ou grandes parques, nas estradas e campos do interior ou nas praias do litoral, e isso é o que ele esta promovendo.

GRANDES ATLETAS POR UMA CAUSA.

Leia a reportagem de Steven Bertoni que foi publicada na revista Forbes em Abril de 2009.

Dean Karnazes

Conhecido como o homem ultramaratonista, Dean arrecadou 1,2 milhões de dólares para causas infantis, incluindo a luta contra a obesidade na infância, através da sua participação em vários endurance challenges. Em um deles, ele arrecadou cem mil dolares para a Karno Kids, sua instituição, correndo 50 maratonas, em 50 estados norte-americanos e em 50 dias consecutivos. Ele escreveu dois livros: 50/50 e O Ultramaratonista e já competiu em sete continentes, incluindo a Ultramaratona do Vale da Morte e a Maratona do Pólo Sul.
Um terço dos jovens nos Estados Unidos (25 milhões de crianças) estão acima do peso ou obesos. O custo para o tratamento de doenças relacionadas à obesidade é impressionante, mas o custo para uma boa qualidade de vida é ainda maior.
Muitas escolas estão eliminando os programas de educação física em proporções alarmantes. E espaços abertos onde as crianças podem explorar o ambiente e aproveitar as maravilhas das atividades ao ar livre estão desaparecendo. Nós temos que revertes essa tendência.

KARNO KIDS - Get up, get out

O que nós fazemos

A KARNO KIDS está ativa na arrecadação de dinheiro através de pessoas físicas e empresas, por meio de eventos, vendas de artigos esportivos e ações de divulgação da entidade. A KARNO KIDS é uma associação sem fins lucrativos.

Quem apoiamos

Como uma organização, a KARNO KIDS fornece suporte financeiro para entidades e programas que são focados em melhorar a saúde e bem estar dos jovens, recuperação e na preservação do meio ambiente e de espaços abertos em centros urbanos. Nós trabalhamos com uma seleção de entidades qualificadas e de programas que defendem essa mesma visão de diversas maneiras. Girls on the run, The Consevation Fund e Kids on Trails são alguns exemplos.

Quem leu texto acima pode perceber que a proposta é praticamente a mesma que a minha, ou seja a conscientização da população em relação aos espaços públicos urbanos cada vez mais raros nas grandes e médias cidades do Brasil.

Para obter mais informações sobre Dean Karnazes no Brasil e se cadastrar clique no link abaixo:
http://www.thenorthface.com.br/desafio24horas/

Abraços !

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Maratonista de 70 anos conseguiu correr maratona abaixo de 3 horas treinando em torno do cemitério

Oi Pessoal !

Desta vez vou falar de um grande campeão que fez cair por terra abaixo dois grandes tabus, o primeiro tabu é em relação a performance de alto rendimento de pessoas com mais de 70 anos, o outro tabu é sobre correr no entorno do cemitério, vou falar do maratonista Ed Whitlock que assim como eu também prefere fazer a maior parte do seu treinamento no entorno do cemitério que tem perto de sua residência em Milton, pequena cidade da província canadense de Ontário.









Milton Evergreen Cemetery


Ed Whitlock (nascido em 6 de março de 1931), é considerado o primeiro ser humano com mais de 70 anos que conseguiu correr uma maratona em menos de três horas com um tempo de 2:59:10 em 2003.

Whitlock, que já praticava atletismo na adolescência, parou por uns 20 anos e voltou a correr depois dos 40 anos, se tornou a primeira pessoa mais velha a correr uma maratona em menos de 3 horas em 2000 na idade 69 com um tempo de 2:52:47. Desde então, ele continuou a alargar esse recorde, e mais recentemente aos 74 anos com um tempo de 2:58:40. Seu melhor tempo acima dos 70 anos foi de 2:54:48 na idade de 73 anos, este tempo é o atual recorde mundial para os homens de 70 a 74. Em 2006 ele conseguiu bater o recorde mundial para o grupo etário de 75-79 com o tempo de 3:08:35 na Maratona Toronto Waterfront e na Maratona de Roterdão em 15 de abril de 2007, Ed baixou o recorde com a marca de 3:04:54.

Whitlock também concorre na pista, até 2007 ele obteve 13 recordes mundiais na sua faixa etária variando em distâncias de 1500m a 10000m e grupos etários 65+ (igual ou maior que 63 anos), 70+ e 75+.

Whitlock nasceu em Londres, Inglaterra, e mais tarde mudou-se para o Canadá, para prosseguir na carreira de engenharia, ele obteve graduação na Royal School of Mines, Imperial College, Inglaterra. Ele agora reside em Milton, Ontario.

Abaixo um importante entrevista que ele deu para o jornalista Rodolfo Lucena:
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Maratonista setentão quebra limite da idade

Fonte: Folha Equilíbrio

Por Rodolfo Lucena

Ele é o primeiro homem de mais de 70 anos a correr uma maratona em menos de três horas. No dia 28 de setembro passado, Ed Whitlock, então com 72 anos e 206 dias, percorreu em 2h59min09 os 42.195 metros da Toronto Waterfront Marathon, no Canadá.

Nascido na Inglaterra em 1931, esse engenheiro de minas aposentado corre sob a bandeira do Canadá, onde vive há mais de 50 anos, e vem colecionando recordes na idade madura: é o mais rápido setentão do mundo nos 10.000 m e nos 5.000 m, segundo os últimos registros da World Master Athletics.

Casado, pai de dois filhos, Whitlock não consome alimentos especiais nem suplementos: sua receita é o que os corredores chamam de LSD, sigla em inglês para treinos de longa distância em baixa velocidade.

Leia a seguir trechos da entrevista que concedeu à Folha de S.Paulo por telefone duas semanas depois de ter obtido a melhor marca do mundo em maratona para a sua faixa etária.

Folha de S.Paulo - O que essa conquista representou para o senhor?

Ed Whitlock - Eu fiquei muito satisfeito com o recorde, muito aliviado.

Folha de S.Paulo - Por que aliviado? Há quanto tempo o senhor vem pensando nessa marca?

Whitlock - Comecei a pensar na maratona sub-3 quando estava chegando perto dos 70 anos, quando tinha 68. Fiz uma primeira tentativa pouco depois de completar 70 anos, mas corri 24 segundos acima das três horas. Desde então, tive alguns problemas, fiquei machucado e não tinha tido outra oportunidade até agora.

Folha de S.Paulo - O que lhe dava tanta certeza de que poderia conseguir?

Whitlock - Aos 69 anos, corri uma maratona em 2h52min50. Isso me fazia acreditar que, no ano seguinte, eu faria mesmo sub-3, mas não consegui.

Folha de S.Paulo - Quando o senhor começou a correr?

Whitlock - Quando eu estava na escola, na Inglaterra. Corria principalmente provas de cross-country. Mas parei quando vim para o Canadá, aos 21 anos. Eu era engenheiro de minas e vim trabalhar em mineração. Naquela época, nos lugares em que eu trabalhava, não havia corridas, ninguém corria. Então larguei de mão.

Folha de S.Paulo - Quando o senhor voltou a correr? E como chegou às maratonas?

Whitlock - Aos 41 anos. Desde então, não parei mais de correr... Passei às maratonas quando eu tinha 45 anos, mas sem treinar muito seriamente. Na época, eu era principalmente um corredor de provas de pista, 800 m e 1.500 m. Eu era bastante bom para a minha idade, ganhei um Mundial nos 1.500 m quando eu tinha 46 anos. Cheguei às maratonas porque estava fazendo treinos longos como preparação para minhas provas curtas. Fazia longões durante o inverno para ganhar resistência para as provas curtas, realizadas no verão. E acabei entrando em uma maratona no final do inverno.

Folha de S.Paulo - E o que há de bom em correr? Por que o senhor corre?

Whitlock - Eu corro porque gosto de participar de corridas, gosto de me sair bem em corridas, isso me dá muita satisfação. Descobri que corredores de longa distância são gente boa para conversar.

Folha de S.Paulo - O senhor se considera um exemplo para outras pessoas de sua idade?

Whitlock - Algumas pessoas dizem isso. Acredito que meu desempenho pode ajudar a mostrar que as pessoas mais velhas provavelmente são capazes de fazer muito mais do que a sociedade acredita que possam. Meu recorde, por exemplo, certamente pode ser superado. Fui o primeiro --e isso é muito bom--, mas posso ser superado.

Folha de S.Paulo - Como são seus treinos?

Whitlock - Corro duas horas por dia em um ritmo confortável, não muito forte. Corro em volta do cemitério. É um circuito muito pequeno, pouco mais de 500 metros. Não conto as voltas que dou nem marco o tempo de cada volta, simplesmente corro. Esse lugar fica perto de casa --se eu ficar cansado, é fácil voltar.

Folha de S.Paulo - O senhor não tira dias de folga?

Whitlock - Não. Posso descansar um dia antes de uma prova ou deixar de correr uma vez ou outra, mas não estabeleço dias de folga deliberadamente.

Folha de S.Paulo - Como é o seu dia?

Whitlock - Eu corro, trabalho em casa e no jardim, leio jornais e revistas, fico no computador. Assim é meu dia.

Folha de S.Paulo - E no campo da saúde? Certamente o senhor está em melhor forma do que a maioria das pessoas de sua idade.

Whitlock - Não sei se isso se deve às corridas. Eu diria que provavelmente eu estaria saudável, em boa forma, de qualquer jeito. Correr não me prejudica, não me faz mal, exceto por algumas lesões de vez em quando, mas acho que é assim para a maioria das pessoas. Acho que, para sua saúde, é bom correr. Mas também há coisas ruins: você acaba machucando os joelhos, por exemplo, e há quem tenha ataque cardíaco.

Folha de S.Paulo - Como é sua alimentação? O senhor bebe, fuma?

Whitlock - Não como nada de especial nem faço dieta, não uso vitaminas nem suplementos alimentares. Cheguei a fumar há muitos anos, mas por pouco tempo. Bebo vinho duas a três vezes por semana, uma cerveja de vez em quando.

Folha de S.Paulo - E o senhor tem algum novo objetivo agora?

Whitlock - Não pensei em nenhum por enquanto, mas alguma coisa vai aparecer, com certeza. Eu pretendo continuar a correr e vou pensar em alguma coisa.

Folha de S.Paulo - O senhor tem alguma mensagem para os corredores?

Whitlock - Continuem correndo. Correr é bom.
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Veja os vários blogs que comentam seu feito:
http://www.runforlife.com.br/v2/detalhe.asp?idSessao=1&idMateria=256
http://rustmanintraining.blogspot.com/2007/07/motivao-ed-whitlock.html
http://petemagill.blogspot.com/2009/03/ed-whitlock-profile.html

Abraços !

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Minha entrevista com o Wanderley Nogueira para o Terra TV

Olá Pessoal !

A minha entrevista para o programa Vamos Correr da ESPN Brasil citada e exibida no "Post" anterior gerou outra entrevista, dessa vez com o jornalista esportivo Wanderley Nogueira para o Terra TV.

Na chamada do site esta escrito assim:

Maratonista treina em cemitério de São Paulo
Fotógrafo Marcos Viana cuida do físico no maior cemitério da América
Latina, o da Vila Formosa, desde 1981

Veja o vídeo com a entrevista completa:
http://terratv.terra.com.br/templates/channelContents.aspx?channel=2546&contentid=230879

Cemitério de Vila Formosa no Google Maps

Exibir mapa ampliado

Um grande abraço !

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Minha entrevista para o programa Vamos Correr da ESPN Brasil

Olá Pessoal !

No meu primeiro "Post" intitulado "Minha estreia no mundo dos Blogs" tinha comentado que a minha primeira participação numa corrida oficial foi na São Silvestre de 1981, eu estava com 15 anos de idade, naquele ano fiz a maior parte do treinamento correndo dentro do Cemitério de Vila Formosa, sendo atualmente um dos poucos locais da cidade de São Paulo que mantém em seu interior belas alamedas de terra batida, piso ideal para treinos longos acima de 20 quilômetros, até hoje treino lá e atualmente costumo fazer entre 3 a 5 voltas de um percurso de 4000 metros em terreno misto de terra batida (cerca de 70%), asfalto e paralelepipedo com várias subidas e descidas, o que me possibilita estar preparado para a maioria das provas de rua e mesmo de cross-country.

Esse fato gerou uma grande curiosidade e uma consequente entrevista para o programa de televisão Vamos Correr da ESPN Brasil, feita pelo repórter Maurício Rossi, o início da entrevista foi feito no Parque do Ceret e a maior parte no Cemitério de Vila Formosa ambos localizados na cidade de São Paulo.

Marcos Viana Pinguim o Corredor do Cemitério

http://www.youtube.com/watch?v=ak8KLVyeMfI

Cemitério de Vila Formosa no Google Maps


Tive a oportunidade de conhecer o professor Eduardo Coelho Morgado Rezende, autor de 6 livros sobre cemitérios e presidente da ABEC - Associação Brasileira de Estudos Cemiteriais.

Eu recomendo a leitura desse livro, para acabar definitavamente com os dogmas criados por nossa sociedade a respeito da morte.


Abaixo uma breve apresentação sobre o livro feita pela professora do departamento de geografia da USP, Odette Carvalho de Lima Seabra.

" Os diferentes e inusitados modos de usar o espaço do cemitério são uma resposta necessária, inevitável, a uma urbanização que expropria sentidos da vida. Por isso instaura-se ali, o lúdico, o jogo, o amor, a arte pelas inúmeras atividades praticadas.

As justificativas são conhecidas de todos nós, falta de lugar para ler, refletir, namorar, empinar pipas. Além do mais essas práticas indicam processos que não deveriamos subestimar pois que restaurando o espaço do cemitério como lúdico não estar-se ia também no caminho da superação de certos dogmas?

Além disso, o cemitério como lugar para uma vida livre de coações e prescrições não indica também que a vida começa se saber da continuação da morte?

A desmistificação da morte faria desmoronar séculos de dominação.

Por outro lado, a morte virada coisa no mercado instaura a exploração sobre a dominação. Assim este pequeno estudo combina estas faces de uma mesma questão.

São novas maneira de pensar o urbano e de compreendê-lo para além das estruturas formais da sociedade e como um âmbito de diferentes práticas que integram a reprodução social. Vale a pena lê-lo. "

Para adquirir entre no site abaixo:
http://www.necropolis.com.br/index.php


Eu (de azul no canto ), o professor Eduardo Coelho Morgado Rezende (aguachado ao centro) e os vários admiradores e estudantes de cemitérios, no final de uma aula dentro do tradicional Cemitério da Consolação em São Paulo.

Um grande abraço !

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Minha estreia no mundo dos Blogs

Olá Pessoal !

Apesar de ser programador de computadores a muito tempo e ter desenvolvido meu próprio site que se chama www.superpinguim.com.br, que foi lançado em 2003, senti a falta de ter um Blog, até esse dia o lema "casa de ferreiro espeto de pau" estava combinando comigo.
Após de ter completado 20 maratonas, sendo que 13 delas corri todo o percurso da prova com uma câmera fotográfica profissional, fotografando os melhores momentos e ainda por cima com aquele chapéu do tipo "Indiana Jones", o que acabou chamando a atenção de muita gente de dentro e de fora das provas, acabei fazendo muitas amizades sendo que muitas delas já estão com seus Blogs, não vou citar nomes para não cometer o erro de esquecer alguém, tive que fazer o meu.

Quero aqui passar um resumo de minha carreira no mundo das corridas.

A minha primeira participação numa corrida oficial foi na São Silvestre de 1981, eu estava com 15 anos de idade, naquele ano fiz a maior parte do treinamento correndo dentro do Cemitério de Vila Formosa, sendo atualmente um dos poucos locais da cidade de São Paulo que mantém em seu interior belas alamedas de terra batida, piso ideal para treinos longos acima de 20 quilômetros, até hoje treino lá e atualmente costumo fazer entre 3 a 5 voltas de um percurso de 4000 metros em terreno misto de terra batida (cerca de 70%), asfalto e paralelepipedo com várias subidas e descidas, o que me possibilita estar preparado para a maioria das provas de rua e mesmo de cross-country.
Já participei de 21 São Silvestres (em 1981 e em todas de 1989 até 2008). Na São Silvestre de 1994 eu começei a fotografar os corredores, começei com os que estavam fazendo uma homenagem para o Ayrton Senna que havia falecido em maio do mesmo ano, eu era fã do piloto, estava sempre correndo com o boné com a frase "Valeu Senna", reuni todos numa grande turma e tirei umas fotos com a câmera portátil da minha esposa. Comprei uma câmera fotográfica da marca Zenit modelo 122K de fabricação russa, que possibilitou fazer fotos com maior qualidade. No começo eu só fotografava a chegada dos corredores que chegavam depois de mim, pois eu corria sem a câmera e pegava ela com a minha esposa que ficava fotografanto os corredores mais rápidos da prova. "Eu nunca abandonei a corrida para fotografar". Desenvolvi o hábito de correr com câmera na primeira Corrida da Fé no dia 11 de outubro de 2001, foi o criador do Jornal Atividade Física o professor Roberto Lozada que me convidou para fazer a cobertura fotográfica, decidi ir correndo com a câmera fotográfica de frente do estádio do Pacaembu até o quilômetro 38 da Av. Ayrton Senna, para fotografar os corredores durante o percurso. Eu corri a minha primeira Maratona de 42.195 metros no dia 30 de Julho de 1995 em Blumenau (SC) (tempo=4:01:35), e no dia 08 de Outubro do mesmo ano corri a 1ª Maratona de São Paulo (tempo=3:55:56), mas a minha melhor marca ocorreu no dia 08 de Julho de 2001, na 7ª Maratona de São Paulo (tempo=3:41:58). Depois completei outras maratonas mas sempre correndo com uma câmera fotográfica reflex e parando várias vezes para bater foto. Completei 20 maratonas, veja a relação das maratonas que completei. Atualmente trabalho como fotógrafo na Revista Contra Relógio que foi criada pelo editor Tomaz Lourenço, a minha primeira foto na revista foi publicada em janeiro de 2002 que por coincidência era a tão comemorada edição nº 100, a foto esta na página 13, tenho dezenas de fotos publicadas nas capas da Contra Relógio, veja aqui meu portfólio. Tenho também centenas de fotos publicadas nos vários artigos da revista sendo que escrevi quatro deles: em novembro de 2005 (nº 146, página 22 - Mountain Do de Florianópolis), em dezembro de 2005 (nº 147, página 26 - Meia-Maratona Frei Galvão em Guaratinguetá) e em junho de 2006 (nº 153, página 24 - Sindeepres no Parque do Carmo e Corrida Sesc Interlagos).
A Contra-Relógio foi a primeira revista brasileira sobre corridas de rua do Brasil e é lida em todo o território nacional o que ajudou muito na divulgação e no reconhecimento do meu trabalho de fotógrafo corredor, também tenho muitas fotos publicadas nas revistas Super Ação, O2 e no Jornal Atividade Física, onde também escrevi meu primeiro artigo sobre atividade física e meio ambiente, em dezembro de 2001 (nº 44, página 5 - Alternativa de Transporte), outros artigos: Junho de 2004 (nº 72, página 6 - Eu e o Governador), Julho de 2004 (nº 73, página 2 - Parque do Piqueri pode virar o "Ibirapuera" da Zona Leste) e setembro de 2004 (nº75, página 6 - Parques e Área Verde). Também participei em outras provas nas mais variadas distâncias, praticamente em todo fim de semana que tinha provas, no meu site estão as fotos que fiz de mais de uma centena de provas, elas estão exatamente na sequência de início, meio e fim de prova, o que permite ao visitante conhecer bem a corrida sem ter tido a necessidade de ir no local, afinal como diz o velho ditado chinês, "Uma imagem vale mais que mil palavras".

Antes de clicar nas ligações externar, veja minhas fotos que foram publicadas nas capas das principais revistas brasileiras e também minhas fotos que foram publicadas para fazer a propaganda das maiores provas do Brasil.

Abraços !

Ligações externas

Meu site oficial
Meus recordes pessoais
Relação de todas as maratonas e ultramaratonas que participei
Relação das primeiras corridas que participei
Relação de todas minhas páginas de contato