quarta-feira, 9 de maio de 2012

Primeira edição do K21 Arraial do Cabo

Texto e Fotos: Marcos Viana "Pinguim"
Obs.: As fotos onde apareço na largada são de autoria de Carlinhos Mengão Martins

Olá Amigos! Tive a oportunidade e o prazer de participar e de fotografar na primeira edição do K21 Arraial do Cabo, no estado do Rio de Janeiro, que ocorreu nos dias 4 e 5 de maio de 2012, esta foi a primeira corrida K21 no Brasil, e é inspirado nas várias corridas que ocorrem na Argentina onde são conhecidas pelo nome de K21 Series, que são meia-maratonas trilheiras na distância de 21 km e que servem como etapas preparatórias para o famoso "K42 Patagônia", foi o argentino Juan Carlos Asef, responsável por organizar o desafiador "K42 Bombinhas" em 2010 e 2011, que resolveu em 2012 trazer as K21 séries para o Brasil, esse ano além do K21 Arraial do Cabo, vai ocorrer mais uma etapa com o nome de K21 Ilha do Mel, no estado do Paraná.

O K21 é uma meia-maratona trilheira que pode ser corrida na categoria solo ou em revezamento de duplas, que percorrem um total de 21 Km, sempre em regiões ainda muito preservadas que tem o privilégio de ter uma belíssima e variada paisagem, com muitas praias, trilhas suaves, trilhas acidentadas, estradas de terra, costões de pedra e até escadarias, ufa!!! Cansei só de falar, risos!!!.

No dia 4 houve a entrega dos kits e um simpósio técnico, no dia 5 houve a prova na parte da manhã com largada às 8 horas e no início da noite, às 18 horas, houve o encerramento do evento com a premiação e uma festa para todos os participantes.

Largada

Estava super confiante e eufórico no momento da largada dessa prova, pois havia treinando muito desde do início do ano, principalmente distâncias médias em torno de 16 a 20 km, sempre procurando correr em percursos de terra batida ou grama, e onde tivesse ladeiras para subir e descer, a maior parte fiz no entorno do meu próprio bairro, no meio da semana corria no Parque do Ceret ou no Cemitério de Vila Formosa, que é do lado da minha casa e nos fins de semana no Parque do Piqueri ou no Parque Ecológico do Tietê, todos os locais que citei tem em comum ótimos percursos de terra batida e são bem arborizados, também procurava ir para esses locais correndo ou andando, usando o princípio do "treino-transporte", minha previsão era concluir abaixo das 3 horas, incluindo as várias paradas para fotografar, nesta foto do lado esquerdo do texto aparece o corredor de número 0053, ele se chama Carlos Magno Cruz, e é do Rio de Janeiro, ele foi o campeão desta corrida na categoria individual, dai da para se ter uma ideia da minha velocidade de arranque na largada da prova.

O trânsito

O número total de corredores no momento da largada estava próximos dos 1.000, e por coincidência foi bem próximo dos 1.000 metros de corrida que aconteceu um afunilamento onde só passava um corredor de cada vez, era no final do trecho da Praia Grande onde começava uma grande subida, comparando o horário registrado na primeira foto que bati, próximo do km 1 com a foto que bati no km 2, demorei cerca de 25 minutos para completar esse quilômetro, confira nas fotos abaixo, todas as fotos que fiz do momento da largada até o final da corrida:

Cerca de 1000 corredores largaram.

Trecho de areia fofa na Praia Grande.

Ponto de afunilamento próximo do km 1.

Vista do "engarrafamento" de atletas de baixo para cima.

Muitos aproveitaram o "tempo livre", ou será "tempo preso", risos!!! para bater fotos, e eu claro também aproveitei para fotografar de todos os ângulos, risos!!!.

E muitos tentaram um caminho paralelo em vão.

Vista panorâmica da "fila indiana".

As belas paisagens

Mas a recompensa pelo tempo de espera valeu muito a pena.

Correr numa trilha gramada tendo ao lado esse belíssimo mar azul, não tem preço.

Quem teve paciência de olhar para trás teve o privilégio de ver essas belas cenas.

Até que enfim chego no Km 2, preciso tirar o atraso, hora de acelerar.

A maioria da vias do Arraial do Cabo são de paralelepípedo, um dos melhores e mais duráveis pavimentos que existe, e ainda tem a vantagem de deixar a cidade menos impermeável, diminuindo bastante os riscos contra as enchentes.

Houve um excelente abastecimento de água durante todo o percurso.

Todos nós conhecemos algum corredor que tem fobia só de ouvir falar que tal percurso esta cheio de poças d'água, alguns chegam até cancelar o treinamento por esse motivo, podemos até chamar esse tipo de "corredor Cascão", risos!!!, por favor não confundir com o "corredor Casca Grossa", risos!!!

Placa indicativa do "Parque Estadual Costa do Sol".

O Parque Estadual da Costa do Sol, criado por lei em 18 de abril de 2011, tem cerca de 9.840,90 hectares dividido em quatro setores, cada qual composto por uma ou mais áreas distintas, que abrangem terras dos municípios de Araruama, Armação dos Búzios, Arraial do Cabo, Cabo Frio, Saquarema e São Pedro da Aldeia. São áreas segmentadas na Região dos Lagos que exercem um papel importante na proteção de ecossistemas, como sambaquis, dunas, restingas, lagoas e florestas.

Entrada e saída dos corredores no "Parque Estadual Costa do Sol".

Nesse tipo de corrida as vezes o trecho aparentemente mais fácil pode ser o mais perigoso, o motivo é que justamente nessas estradas de terra sem aclive ou em declive leve, aumentamos muito a velocidade, muitas dessas estradas estão repletas de pedras e galhos enterrados, as vezes por distração esquecemos isso, e as consequências do tropeço são cruéis, foi o que aconteceu comigo nesse trecho, levei um tombo cinematográfico, dessa vez cai certo, ou seja de peixinho com as duas mão para frente, e para isso tive que soltar minha câmera, resultado ela capotou umas 5 vezes, teve pilhas espalhadas por todo lado, o saldo negativo, foi ter o visor do lcd quebrado por ter batido numa pedra, por sorte não quebrou e nem riscou a lente, tive que procurar as pilhas, coloquei na câmera e para sorte minha e de vocês, risos!!! ela continuou a funcionar, afinal o show tem que continuar, risos!!!, daqui para frente as imagens foram feitas depois do tombo, como diz o ditado popular "levanta, sacode a poeira e da a volta por cima", risos!!!

Começo do trecho considerado pela maioria dos corredores como o mais perigoso.

Na minha opinião esse é o trecho mais perigoso "para os corredores mais competitivos", pois existiam muitas pedras soltas, inclusive um dos corredores não conseguiu frear por causa da alta velocidade e acabou com vários arranhões profundos nas costas, já os corredores iniciantes ou mais lentos por natureza tem a atenção ampliada nesses pontos como se vê nesta foto e dificilmente vão cair devido a velocidade.

Essa prova teve uma grande participação do sexo feminino, contrariando a ideia machista, que corridas em tilhas é só "pra cabra macho", risos!!!

Nessa imagem temos a vista panorâmica da descida e da subida de cerca de 150 metros que da acesso à "Prainhas".

Vista panorâmica de "Prainhas".

Corredores voltando de "Prainhas".

Outro ângulo dos corredores voltando de "Prainhas".

Corredores passando pelo primeiro trecho de "costões de pedra" do K21.

A simpática atitude de "bater as mãos com os moradores locais" - I.

A simpática atitude de "bater as mãos com os moradores locais" - II.

Pórtico da metade do K21 (10,5 km), local da transição das duplas e dos principais postos de abastecimento.

Posto de isotônico, quer saber a marca?, clica em cima da foto, risos!!!

Correndo entre os barcos abandonados, cuidado com os piratas!!!, risos!!!

Placa indicativa da "Trilha da Praia do Forno"

Início da "Trilha da Praia do Forno"

Mais trechos de paralelepípedo, ainda bem que já treinei muito nesse tipo de piso, principalmente no Cemitério de Vila Formosa, foi neste tipo de piso que ultrapassei o maior número de corredores, não que eu seja rápido, mas devido a maioria ficar mais lento, risos!!!, quem me viu correndo neste trecho pode comprovar.

Corredores passando pelo segundo trecho de "costões de pedra" do K21

Mais uma bela visão panorâmica das praias locais.

Corredora entrando na Companhia Nacional de Álcalis, empresa brasileira produtora de barrilha e sal, esta companhia foi criada em 1943 pelo então presidente do Brasil, Getúlio Vargas, suas atividades estão interrompidas desde 2006.

Visão panorâmica da Companhia Nacional de Álcalis.

Corredores passam por um pequeno trecho de "restinga"

Momento da minha chegada, segundo o site oficial do K21 Arraial do Cabo, conclui a prova no tempo líquido de 3h16m46s, nada mal para quem parou para bater todas fotos e parou para levar um tombo, risos!!!

Uma das várias chegadas festivas onde os corredores que já chegaram acompanham seus companheiros de equipe.

Ao lado do amigo André Tarchiani Savazoni, atual editor assistente da Revista Contra-Relógio e um dos maiores divulgadores das corridas K42 e K21 no Brasil. Ele estava feliz da vida com o aniversário da sua filha Vitória que fez 8 anos no dia da corrida.

Depois da dura corrida, nada melhor do que recuperar a musculatura na água gelada, numa das piscinas do Gugu. Risos!!! Só faltou a Luiza Ambiel participar da corrida. Risos!!!

No K21 Arraial do Cabo os amigos e corredores André Ribeiro e Laina Saurin resolveram celebrar o noivado bem no momento da chegada de ambos, ter a honra de presenciar e documentar esse momento, não tem preço!!! Desejo muita saúde, paz e felicidade ao jovem casal!!!

Momento da chegada do amigo Claudio Dundes, da equipe Baleias um dos últimos colocados do K42 Arraial do Cabo.

Outro ângulo do momento da chegada do amigo Claudio Dundes, da equipe Baleias um dos últimos colocados do K21 Arraial do Cabo, ele fez o tempo líquido de 4h52m17s, observando o logotipo da prova que contém dois "Golfinhos", chegamos a conclusão que tem tudo haver a participação de uma equipe com o nome de "Baleias" nesta prova, afinal é tudo "Cetáceo", risos!!!

Nesta foto vemos reunidos a simpática equipe Baleias, que foi criada na cidade de Belo Horizonte, estado de Minas Gerais, mas que tem componentes de várias partes do Brasil e também do exterior.

O campeão da categoria solo masculino foi Carlos Magno com o tempo de 1h37m56s, o segundo e o terceiro lugar ficaram para José Virginio de Morais (1h39m04s) e Paulo Roberto (1h40m45s).

A campeã da categoria solo feminina foi Rosalia de Camargo com o tempo de 2h06m15s, o segundo e o terceiro lugar ficaram para Bruna Zolini (2h07m20s) e Camile Alves (2h12m20s).

Turismo em Arraial do Cabo

Não poderia deixar de mostrar a parte turística do belíssimo município do Arraial do Cabo, principalmente sobre os passeios de barco que duram cerca de 4 horas e que nos possibilitam visualizar as mais belas paisagens da região, confiram as fotos que fiz no domingo, dia 6 de maio:

Depois de uma noite bem dormida no Hostel Marina dos Anjos, encontrei este simpático senhor, claro que contei sobre minha aventura no K21 Arraial do Cabo, como diz a sabedoria popular, "o melhor conversador é aquele que sabe ouvir", risos!!!

Esta foi a embarcação que usamos para o passaeio.

Fiquei até com vontade de ser o Capitão, risos!!!

Este é meu amigo Ricardo Teti que também correu no K21 Arraial do Cabo, ele aproveitou o dia ensolarado, sem ventos e de mar tranquilo para dar uns mergulhos.

Na praia encontramos vários amigos que estavam em outros barcos e que também correram no K21 Arraial do Cabo.

Voltando para a embarcação principal.

Esta foto é perfeita para servir de capa de álbum do passeio.

Esta é a famosa gruta azul do Arraial do Cabo.

E esta é famosa fenda de Nossa Senhora de Assunção, onde se localiza a imagem da santa ao centro.

Este é o bote que nos transporta do barco para o litoral e vice-versa.

Indo para "Ilha do Farol".

Vista da famosa Figueira Centenária da Ilha do Faról - I.

Vista da famosa Figueira Centenária da Ilha do Faról - II.

Um passeio de barco que valeu muito a pena, muitas fotos, novos amigos e boas lembranças.

Fomos comemorar o belo domingo que tivemos no "Boteco do Português" onde é servido um dos melhores "bolinhos de bacalhau" e uma das melhores "pataniscas de bacalhau" do estado do Rio de Janeiro, na foto eu, o "Portuga", Ricardo Teti e o "Atacama", nós apelidamos ele com esse nome pois ele foi o primeiro campeão do Mountain Do Atacama, a primeira maratona que ocorreu no Deserto do Atacama.

Este boteco esta do jeito que o Pinguim gosta, um bom vinho, bolinhos e pataniscas de bacalhau e uma boa conversa de pescador, risos!!!

Tudo isso que fiz nesse inesquecível fim de semana, faria de novo e por puro prazer, na esperança de ver um grande crescimento de corridas no meio da natureza, pois tenho a consciência da necessidade que o ser humano tem "de vez em quando para uns" e "de várias vezes para outros", de "fugir" do mundo do asfalto, dos shopping centers, dos programas "repetitivos ou não" das TVs a cabo e da própria internet, e voltar a ter contato com os pisos irregulares, com a terra seca ou molhada, com as pedras, com a vegetação baixa ou alta, com a brisa do mar e com tudo mais que a natureza pode nos proporcionar. Afinal os antepassados de todos os povos da humanidade viveram nesse ambiente por milhões de anos, portanto chego a conclusão que as corridas rústicas e trilheiras afloram todos os nossos instintos ancestrais. Um grande abraço!!!

Ligações externas

Artigo sobre a cidade de Arraial do Cabo
Parque Estadual da Costa do Sol torna-se finalmente uma realidade (artigo que esclarece a importância desse parque para os habitantes da região e também para os turistas)
Artigo sobre o Parque Estadual da Costa do Sol
Site oficial do K21 Arraial do Cabo
Site oficial do K21 Ilha do Mel
Site oficial do K21 Series da Argentina
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

As 8 Maratonas Brasileiras que completei e fotografei em 2011

Texto e fotos: Marcos Viana "Pinguim"

Olá Amigos!

Resolvi fazer um levantamento de todas as páginas da Revista Contra-Relógio onde foram publicadas fotos de minha autoria, que fiz durante todas as 8 maratonas que conclui em 2011, consegui com muito sacrifício físico, financeiro e emocional concluir este Desafio.

No dia 20 de novembro de 2011, aconteceu a Maratona de Curitiba, e nesse evento houve o encerramento, confraternização e premiação da terceira edição do "Desafio das 6 Maratonas Brasileiras", pela primeira vez tive o privilégio de cumprir o desafio completando 6 maratonas abaixo do tempo limite (ao mesmo tempo que fotografei todas elas para a Revista Contra Relógio).

Além das provas do "Desafio das 6 Maratonas Brasileiras" em 2011 completei mais duas maratonas cross-country, que também tiveram fotos publicadas na Revista Contra Relógio (CR).

Veja a relação das 8 maratonas que completei, "fotografando com qualidade profissional", por ordem de datas, contendo os meus tempos "líquidos" e todas as fotos que fiz durante o percurso e que foram publicadas na Revista Contra Relógio (CR), com indicação do número da edição e respectivas páginas.

22/05 - 28ª Maratona Internacional de Porto Alegre, tempo líquido: 04:17:53
(Minha 1ª Maratona de 2011 e 1ª do Desafio das 6 Maratonas Brasileiras)

Foto publicada na Revista Contra Relógio, edição 213 (página 27)

19/06 - XVII Maratona Internacional de São Paulo, tempo líquido: 05:06:54
(Minha 2ª Maratona de 2011 e 2ª do Desafio das 6 Maratonas Brasileiras)

Foto publicada na Revista Contra Relógio, edição 214 (páginas 8 e 9)

Foto publicada na Revista Contra Relógio, edição 214 (páginas 24 e 25)

Foto publicada na Revista Contra Relógio, edição 214 (página 25)

Foto publicada na Revista Contra Relógio, edição 214 (página 28)

17/07 - 9ª Maratona CAIXA da Cidade do Rio de Janeiro, tempo líquido: 04:35:11
(Minha 3ª Maratona de 2011 e 3ª do Desafio das 6 Maratonas Brasileiras)

Foto publicada na Revista Contra Relógio, edição 215 (página 15)

Foto publicada na Revista Contra Relógio, edição 215 (página 21)

06/08 - 3º K42 de Bombinhas, tempo líquido: 06:43:08
(Minha 4ª Maratona de 2011)

Foto publicada na Revista Contra Relógio, edição 216 (página 24)

Foto publicada na Revista Contra Relógio, edição 216 (página 25)

Foto publicada na Revista Contra Relógio, edição 216 (página 26)

28/08 - 1ª Maratona de Londrina, tempo líquido: 05:18:13
(Minha 5ª Maratona de 2011 e 4ª do Desafio das 6 Maratonas Brasileiras)

Foto publicada na Revista Contra Relógio, edição 217 (página 18)

Foto publicada na Revista Contra Relógio, edição 217 (página 18)

Foto publicada na Revista Contra Relógio, edição 217 (página 19)

25/09 - 5ª Maratona Internacional de Foz do Iguaçu, tempo líquido: 04:56:07
(Minha 6ª Maratona de 2011 e 5ª do Desafio das 6 Maratonas Brasileiras)

Foto publicada na Revista Contra Relógio, edição 218 (página 18)

Foto publicada na Revista Contra Relógio, edição 218 (página 18)

22/10 - 10º Desafio Praias e Trilhas (1º dia), tempo líquido: 09:02:59
(Minha 7ª Maratona de 2011)

Foto publicada na Revista Contra Relógio, edição 219 (páginas 24 e 25)

Foto publicada na Revista Contra Relógio, edição 219 (página 25)

23/10 - 10º Desafio Praias e Trilhas (2º dia)
(Era para ser minha 8ª Maratona de 2011, mas fui desclassificado, o motivo foi que perdi muito tempo no costão de pedras, com medo de me machucar numa eventual queda e por isso cheguei depois do tempo limite num dos postos de controle e abastecimento, corri 24 km no 2º dia)

Foto publicada na Revista Contra Relógio, edição 219 (página 24)

Foto publicada na Revista Contra Relógio, edição 219 (páginas 24 e 25)

20/11 - 15ª Maratona de Curitiba, tempo líquido: 04:53:35
(Minha 8ª Maratona de 2011 e 6ª do Desafio das 6 Maratonas Brasileiras)

Foto publicada na Revista Contra Relógio, edição 220 (página 17)

Obs.: Foram impressas na Revista Contra Relógio fotos de minha autoria de todas as 8 maratonas que completei, pensando bem, isso é um recorde mundial no mundo da fotografia esportiva e merece ser registrado no Guiness Book, risos!!!

Foi publicado um artigo de minha autoria sobre o Desafio das 6 Maratonas no Jornal Atividade Física, edição de dezembro de 2011, número 154 (página 6), também foi publicado um artigo sobre o mesmo assunto, de autoria de Carlos Hideaki Fujinaga e de Fábio Rodrigo Machado na revista Contra-Relógio, edição de janeiro de 2012, número 220 (página 50), onde aparece a foto e a relação oficial de todos que completaram este grande Desafio (com "D" maiúsculo), este artigo por coincidência esta ao lado de uma das fotos que fiz na Maratona de São Paulo de 2011 e que serviu de "capa ilustrativa" para o Ranking Brasileiro de Maratonistas 2011.

Foto dos concluintes do Desafio das 6 Maratonas Brasileiras, só faltou eu, pois eu estava fotografando, risos!!!, a foto onde "aparece todos os concluintes, inclusive eu", foi publicada na Revista Contra Relógio, e é de autoria do amigo e fotógrafo Tião Moreira.

Um grande abraço!!!

Ligações internas

Artigo sobre a Comemoração dos 30 anos da minha primeira Corrida de São Silvestre
Artigo sobre a Minha Carreira no Mundo das Corridas
Artigo sobre a Minha entrevista para o programa Vamos Correr da ESPN Brasil

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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Comemoração dos 30 anos da minha primeira Corrida de São Silvestre

Texto: Marcos Viana "Pinguim"
Fotos: Tayla Pires, Suzana Raquel, Regina Takahira e Daniel Jaeger Segundos
Olá Amigos! No dia 31 de dezembro de 2011 comemorei "correndo e fotografando" os 30 anos da minha primeira participação na corrida de São Silvestre e também da minha primeira corrida oficial, já participei de 24 São Silvestres (em 1981 e em todas de 1989 até 2011).
A primeira vez que participei foi no dia 31 de dezembro de 1981, na época tinha acabado de fazer 15 anos, a largada era às 23 horas, saía e chegava na Av. Paulista e o percurso era ao contrário, descia a Av. Brigadeiro Luiz Antonio, passava pelo centro e subia a Av. Consolação a a distância da corrida era menor, tinha 8,9 km. Naquele ano quem ganhou a corrida na categoria masculina foi o experiente colombiano Vitor Mora com o tempo de 23min30s2, onde conquistou o tetra campeonato, antes ele venceu em 1972, 1973 e 1975, e na categoria feminina foi a estreante portuguesa Rosa Mota com o tempo de 26min45s8, foi a primeira vitória dela num total de 6 vitórias ininterruptas na Corrida de São Silvestre, depois ela venceu em 1982, 1983, 1984, 1985 e 1986, tornando-se a atleta que mais vitórias teve na mais clássica corrida da América Latina, superando inclusive o queniano Paul Tergat que teve 5 vitórias.

Veja o Diploma de Honra ao Mérito que ganhei na época.
Foi uma fase muito emocionante, tão emocionante que depois da prova não consegui voltar para casa na mesma hora, pois na época não existia transporte público depois da meia-noite, tive que andar na madrugada do dia 1 de janeiro de 1982, da Av. Paulista até o centro de São Paulo e esperar até às 5 horas da manhã para pegar um ônibus para minha casa, essa é a parte negativa que ninguém comenta sobre a São Silvestre a noite, costumo de chamar essa parte de "pimenta nos olhos dos outro é refresco", risos!, foi exatamente por esse motivo que só voltei a correr uma São Silvestre 8 anos depois, voltei em 1989, ano que ela passou a ser a tarde e que teve uma largada separada para as mulheres, a partir desse ano "corri todas" ininterruptamente até o ano de 2011, pois ficou muito mais fácil para voltar para minha casa e curtir a passagem do ano com a minha família, além disso tive muitas oportunidades de fazer grandes fotos da corrida de São Silvestre, principalmente da largada e do meio do percurso que não teria se a corrida fosse de noite, muitas dessas fotos foram impressas nas principais revistas de corrida do Brasil. Em 1989 o percurso da prova tinha 12,630 km, mas veja que curiosa coincidência em relação a ao ano de 1981, quem ganhou a corrida na categoria masculina foi o "também" experiente equatoriano Rolando Vera com o tempo de 36min45s, onde "também" conquistou o tetra campeonato, antes ele venceu em 1986, 1987 e 1988, e na categoria feminina foi a "também" estreante mexicana Maria Del Carmen Diaz com o tempo de 43min52s, foi a primeira vitória dela num total de 3 vitórias na Corrida de São Silvestre, depois ela venceu em 1990 e 1992. Reparem que na década de 80 quem "dominou" a São Silvestre foram os latino-americanos e portugueses.

Veja o Diploma de Honra ao Mérito que ganhei na época.
Veja o compacto da prova feminina e masculina da São Silvestre de 1989, com narração de Galvão Bueno e participações de Reginaldo Leme e Cléber Machado.
Na São Silvestre de 1994 eu começei a fotografar os corredores, começei com os que estavam fazendo uma homenagem para o Ayrton Senna que havia falecido em maio do mesmo ano, eu era fã do piloto, estava sempre correndo com o boné com a frase "Valeu Senna", na Av. Paulista, antes da largada, eu reuni todos numa grande turma e pedi para minha esposa tirar umas fotos com a câmera portátil dela.
Em 1994 o percurso da prova já tinha 15 km, distância oficial da prova até hoje e que começou a vigorar no ano de 1991 com vitória do mexicano Arturo Barrios com o tempo de 44min47s, onde conquistou o bi-campeonato, antes ele venceu em 1990, mas quem ganhou a São Silvestre de 1994 na categoria masculina foi o brasileiro Ronaldo da Costa com o tempo de 44min11s e na categoria feminina foi a etíope Derartu Tulu com o tempo de 51min17s.

Veja o compacto da prova masculina da São Silvestre de 1994, com narração de Cléber Machado.

Depois da chegada encontramos o mexicano Arturo Barrios, bi-campeão da São Silvestre (1990 e 1991), mais uma vez pedi para minha esposa fotografar, estava satisfeito e orgulhoso sustentando a reluzente medalha no peito.

Obs. Na São Silvestre 1981 e em todas de 1989 até o ano 2000 eu corri sem carregar uma câmera fotográfica, mas a partir do dia 31 de dezembro de 2001 fotografei e corri com minha câmera fotográfica durante todo o percurso da prova todas as edições da São Silvestre, ininterruptamente, até esta mais recente de 2011.

Atualmente trabalho como fotógrafo na Revista Contra Relógio que foi criada pelo editor Tomaz Lourenço, a minha primeira foto impressa na revista foi publicada em janeiro de 2002 que por coincidência era a tão comemorada edição nº 100, a foto esta na página 13, tenho dezenas de fotos de minha autoria publicadas nas capas da Contra Relógio e centenas dentro dela, inclusive várias da Corrida de São Silvestre.

Revista Contra Relógio nº 125 - edição de fevereiro de 2004
Foto da Largada da São Silvestre de 31 de dezembro de 2003


Revista Contra Relógio nº 137 - edição de fevereiro de 2005
Foto da Largada da São Silvestre de 31 de dezembro de 2004


Revista Contra Relógio nº 197 - edição de fevereiro de 2010
Foto da Largada da São Silvestre de 31 de dezembro de 2009


Na concentração para a largada da São Silvestre de 2010 fui fotografado pela amiga Regina Takahira num momento de descontração com o animado grupo de corredores-sambistas da Equipe Pinima, fundado por Dempsey Lima Filho, 64 anos (o homem do banjo).

Na São Silvestre de 2010 o fotógrafo e amigo Daniel Jaeger Segundos me fez uma sequência de fotos enquanto corria e fotografava na subida da Av. Brigadeiro Luis Antônio.

Espero que tenham gostado da minha história, me despeço desse artigo com essa emblemática foto, nesse momento estava fotografando o fotógrafo Daniel Jaeger Segundos, mas ela também pode simbolizar que estava fotografando todos vocês, risos, desejo a todos um 2012 cheio de saúde, paz, sabedoria e prosperidade!!!
Nos vemos pelas corridas. Abraços!!!
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Artigo sobre a Minha Carreira no Mundo das Corridas

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Artigo sobre a Corrida Internacional de São Silvestre
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